Ana parou o carro diante de uma bifurcação que de repente surgiu no caminho. Ao seu lado, seu namorado a olhava intrigado.

— Está pensando em quê? — perguntou ele.

— Por qual destes caminhos devemos seguir. — respondeu pensativa.

— E por que a dúvida se qualquer um nos leva ao nosso destino? Não importa qual dos dois vai escolher, de uma maneira ou de outra, nós chegaremos lá.

— A pergunta é: você iria para onde eu for?

— Do que você está falando, Ana?

— Das nossas vidas. Você não reparou que está na hora de fazermos uma escolha? De escolher o que queremos para nosso futuro?

Ele a olhou curioso para saber onde ela queria chegar com aquela súbita conversa e deixou que prosseguisse:

— Eu estou completamente segura do que quero e não vou mais lutar contra os meus sentimentos. Posso te dar o tempo que for para pensar, não me importo em te esperar. Só queria que soubesse que meu coração está sereno e seguro.

Eles se olharam nos olhos e ficaram alguns segundos contemplando aquela bifurcação, cada um absorvido em seus próprios pensamentos.

— Escolha qualquer uma das duas estradas que eu te sigo. Se você está segura do que quer, eu também estou. — disse, enfim.

Ana ligou novamente o carro e optou pela estrada à esquerda. Andaram alguns metros e lá na frente viram os caminhos se unirem novamente, formando uma só estrada.

Eles se olharam surpresos com aquele fato e sorriram.

— Acho que o destino quer nos mostrar que não importa qual o caminho a seguir. Desde que estejamos juntos, completando um ao outro, tudo vai ficar bem. — concluiu Ana.

Fim.

 

Beijos,

Mari








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